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ARAPORÃ INAUGURA SEU PARQUE SANITÁRIO

Mais de R$ 2 milhões foram aplicados no mais moderno complexo de reciclagem e tratamento do lixo urbano da região.

 A Prefeitura de Araporã inaugurou ontem, 12, o Parque Sanitário de Araporã em concorrida solenidade que contou com a presença da prefeita do Município, autoridades, empresários, representantes de segmentos organizados e funcionários da municipalidade. Trata-se de um investimento municipal da ordem de R$ 2.1 milhões com recursos próprios com base em projeto desenvolvido pelo Consórcio CIDES-AMVAP em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia-UFU. Foram anotadas as presenças do vice-prefeito, do secretário de Agropecuária, Abastecimento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos e demais secretários e diretores municipais, representantes de Furnas Eletrobras, do Conselho do Meio Ambiente, da Câmara Municipal e da empresa responsável pela implantação do projeto Quebec Ambiental.

Em seu discurso de saudação aos visitantes e inauguração da obra a prefeita de Araporã enalteceu a importância da mesma e os benefícios que ela traz para a saúde, para o meio ambiente e para a própria economia. “Como é que vamos captar uma empresa para o nosso município se nem um aterro sanitário nós temos para oferecer”, disse referindo-se ao passado. Disse que para incentivar a reciclagem no ambiente doméstico é preciso dotar a Coopersol dos recursos necessários para o seu pleno funcionamento. Apelou aos vereadores no sentido de buscarem recursos junto a parlamentares em Brasília visando à aquisição de um carro e um caminhão para a cooperativa. Disse da boa relação do Executivo com o Legislativo onde “todos nos entendemos” em benefício da população. À população, voltou a apelar sobre a importância da separação do lixo doméstico para a coleta reafirmando que do contrário os resíduos se contaminam e comprometem a reciclagem.

Ao final, a prefeita anunciou uma reunião com os vereadores para o mesmo dia com a finalidade de buscar aprovação da Câmara Municipal para a troca de 60% da iluminação da cidade por lâmpadas de micro led que oferece iluminação mais clara e de menor custo.

FINALIDADE

A ação visa a atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos e incorpora conceitos modernos e mais sustentáveis na gestão dos resíduos sólidos através de novas ferramentas para a gestão ambiental. São medidas indispensáveis para que o município tenha acesso aos recursos da União destinados à limpeza urbana e no manejo dos resíduos sólidos. Busca, ainda, no reconhecimento do resíduo sólido, sua reciclagem e reutilização, como bem econômico de valor.
Araporã produz diariamente 10 toneladas de resíduo sólido (lixo), 80 toneladas de entulho e 20 toneladas de galhas. Todo este material será processado no Parque Sanitário sendo retida apenas a parte inservível uma vez que o reciclado terá destinação econômica.

ESTRUTURA

A obra teve início em março de 2018 e é entregue agora à população sendo a única do gênero concluída na região do Alto Paranaíba nos termos da Lei Federal nº 12.305 de 02 de agosto de 2010. Além das instalações para pesagem e acomodação do lixo, o lugar está dotado de um galpão no qual será feita a reciclagem do mesmo utilizando mão de obra da Cooperativa Coopersol (Cooperativa de Triagem, Reciclagem e Compostagem Nascer do Sol). Em breve, segundo a prefeita de Araporã, será dotado de um britador que irá triturar os restos de material de construção transformando-o em um substituto do cascalho a ser utilizado nas estradas vicinais.

CONCEITO

O agora denominado Parque Sanitário de Araporã foi criado com o nome de Aterro Sanitário Adelânia Aparecida Cabral que, no entanto, funcionava apenas como aterro controlado, popularmente denominado “lixão”, sem a utilização de técnicas adequadas.

TECNOLOGIA

Doravante, o sistema utilizará técnicas adequadas sem causar danos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais utilizando menor área e menor volume de rejeitos utilizando valas com impermeabilização do solo, compactação e cobertura diária dos rejeitos, coleta e tratamento de gases bem como o tratamento do chorume (é um caldo escuro e ácido, de cheiro típico e desagradável, proveniente da decomposição da matéria orgânica depositada nos grandes lixões e nos aterros sanitários).